Ração ideal deve equilibrar nutrientes

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Além da qualidade das matérias primas, a quantidade também é importante. Alimento dos animais deve ser completo e economicamente viável

Arroz, feijão, carne, salada… quanto mais variadas as nossas refeições, mais ricas em nutrientes. Nas granjas, a ração das aves não é tão colorida como o prato de comida que acabamos de descrever, mas não se engane: existe uma fórmula que deve ser seguida para garantir que os animais consumam alimentos equilibrados e completos. Vitaminas, proteínas, minerais… Está tudo lá!

Características do alimento varia de acordo com as fases da produção

Se a ração que você oferece aos animais é de um fornecedor de confiança, pode apostar: nela estão presentes todos os nutrientes que os animais precisam para se desenvolver bem. Tudo é produzido com base em estudos, pesquisas e avaliações, e varia de acordo com as características da produção: idade do lote, número de animais, se a produção é orgânica ou convencional, e por aí vai. A ração tem que ser nutritiva e agradar aos animais, mas também tem que ser economicamente viável para os produtores.

Composição do alimento: vitaminas e minerais

Ao se analisar um programa de alimentação para aves, verifica-se que aproximadamente 92% dos componentes da ração são de origem vegetal, 7% de origem animal e 0,5% de suplementos vitamínicos e aditivos. Em termos de custo, 82% são de origem vegetal, 7% de origem animal, 0,3% de origem mineral e 10, 7% de suplementos vitamínicos e aditivos. A alimentação dos pintinhos é uma fase importante da alimentação. Eles consomem 25 gramas por dia e precisam ganhar peso. Até que os animais completem oito semanas de vida, o alimento deve conter 20% de proteína.

Uma galinha caipira na fase de reprodução, por exemplo, tem as seguintes necessidades nutricionais: 16% de proteína, 4% de cálcio, 0,37% de fósforo, 0,22% de sódio e 0,20% de cloro, além de 2778 calorias por quilo de ração. Já as necessidades nutricionais de um frango de corte na fase inicial de vida, ou seja, 28 dias, é a seguinte: 2800 calorias por quilo, 19,5% de proteína bruta, 1% de calcio e 0,71% de fósforo. Na fase de terminação, a quantidade de proteínas cai para 16,5%.

Fontes de energia e de proteínas

De acordo com a especialista Eloiza Lanferdini, a dieta é formulada atendendo às necessidades específicas dos animais em cada fase de vida. “São características diferentes em relação, por exemplo, à energia, ou seja, a quantidade de calorias que o animal precisa para metabolizar os demais nutrientes do alimento. As fontes de energia seriam o milho e o óleo utilizado na ração, e as fontes de proteínas, geralmente, o farelo de soja ou alguma farinha de origem animal”, explica. O milho e o farelo de soja são as principais matérias primas.

Deficiência e excesso de sódio trazem problemas para o animal, portanto, os nutrientes da dieta devem estar sempre balanceados. “A falta pode gerar um comportamento de canibalismo entre os animais, enquanto o excesso aumenta a ingestão de água, umedecendo mais a cama no caso da avicultura”, diz. Eloiza. Já em relação às funcionalidades do fósforo, a especialista destaca as características ósseas dos animais. A falta pode gerar problemas de locomoção, já o excesso interfere em todo o metabolismo dos minerais. O cloro, por sua vez, é uma exigência específica em fases determinadas da vida dos animais. Eloiza lembra ainda que frangos orgânicos ou verdes obtém os nutrientes que precisam de fontes alternativas.

Fonte: Canal Rural

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