Piscicultura e administração no agronegócio

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A gestão de empreendimentos em agronegócio, particularmente no segmento da piscicultura se dá através do desenvolvimento da postura empreendedora dos colaboradores, quando valorizado o capital humano da propriedade desde que capacitados para a gestão da qualidade dos produtos e serviços oferecidos no local. Faz-se necessário ter uma visão e ação proativa em relação ambiente, realizando constantemente pesquisas para melhor conhecê-lo. A visão empreendedora de gestão, permite na propriedade um aumento na competitividade em virtude do crescimento da demanda por alimentos mais saudáveis, como os peixes.

O avanço do agronegócio contribui não somente para um melhor desempenho dos agentes econômicos envolvidos na produção primária, mas também favorece o processo de diversificação das suas bases produtivas, resultando em situações onde coexistem estruturas em diferentes estágios de desenvolvimento.

A piscicultura é uma alternativa economicamente, ambientalmente e socialmente viável devido ao aumento do consumo de peixes, além de proporcionar uma diversificação e fonte de renda e lazer nas propriedades rurais. Descobrir e desenvolver a arte de criar peixes, de aproveitar os recursos hídricos, de respeitar a natureza, é desenvolver o perfil empreendedor do administrador no agronegócio. A gestão empreendedora no agronegócio é um diferencial para quem quer ter excelência nesta área.

A piscicultura destinada a produzir alimentos para o homem é conhecida em todo o mundo e apresenta condições de sobra para competir com outras atividades agropecuárias mais tradicionais em termos de segurança alimentar, produtividade e rentabilidade. Tal afirmativa deve-se a alguns fatores: os tanques para a criação podem ser instalados nas áreas que não serão aproveitados para outras atividades agrícolas; os peixes podem ser alimentados com subprodutos agrícolas e industriais não aproveitados por outros animais; apresentam alta produtividade por hectare/ano, além disso, trata-se de um alimento de alto valor nutricional.

O rápido crescimento da piscicultura mostra um perfil inovativo, principalmente de alguns agentes econômicos que se especializaram no fornecimento de alevinos. Foram eles os responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico na piscicultura, incentivados pelo lado da demanda de novos produtos além do contato direto com o produtor, através da comercialização das espécies de peixes produzidas.

Fica evidente que a premissa para a execução de políticas de desenvolvimento da piscicultura é o enraizamento da capacidade dos agentes produtivos e da estrutura existente, principalmente do aparato educacional identificado, no sentido de estimular e dar suporte, envolvendo qualificação da mão-de-obra local até atividades voltadas à ciência e pesquisa de novos produtos, técnicas de manejo e melhoramento genético das espécies cultivadas.

Portanto, o acúmulo do conhecimento pode impactar diretamente no comportamento e nas estratégias competitivas das empresas, tanto pelas possibilidades do surgimento de novos produtos quanto pela mudança nos processos produtivos. Outrossim, existem barreiras a serem superadas e trabalhadas pelo administrador no agronegócio para um maior advento da piscicultura, como a falta de conhecimento de manejo, a descapitalização, limite imposto pela legislação ambiental e o elevado custo dos insumos, dado que se for bem trabalhado pode trazer muito mais benefícios aos produtores.

Fonte: administradores.com.br

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