Piscicultores apontam vantagens em investir em peixes redondos

Espécies estão cada vez mais presentes em criatórios nos rios do Noroeste Paulista. Os peixes são vendidos principalmente para pesqueiros

Os rios Paraná, Grande e Tietê fazem do Noroeste Paulista – um dos maiores polos de criação de peixes do Estado de São Paulo. O volume de água e o sol forte quase o ano inteiro transformam a região no cenário ideal para os piscicultores.

Marcos Giannoni conta para o Nosso Campo que a região está bem localizada, dispõe de uma boa malha de transporte e tem a água ideal para a criação.

A tilápia é a espécie mais produzida na região. São cerca de 20 mil toneladas por ano. Mas os peixes redondos também agradam e conquistam espaço.

O secretário executivo da Associação Brasileira de Piscicultura, Francisco Chagas de Medeiros, explica que os peixes levam esse nome por causa do formato do corpo. O pacu, por exemplo, quanto maior, mais redondo fica.

Os tanques de Marcos Giannoni estão instalados em um canal do Rio Paraná, em Rubinéia (SP). São 100 toneladas de tilápia e 450 toneladas de pacu e piauçu. Ele diz que uma das vantagens de investir nos peixes redondos é o custo.

O mercado atravessa um momento considerado bom. O quilo sai por R$ 6 e o aproveitamento é de 70%. Já a tilápia sai por R$ 4,5 e, como é comercializada em filé, o aproveitamento acaba sendo menor. É preciso três quilos de tilápia para um quilo de filé.

Segundo Francisco, da Associação Brasileira de Piscicultura, a tendência é que cada vez mais os peixes redondos ocupem os tanques da região. A procura nos pesqueiros é grande. O que falta ainda, de acordo com Medeiros, é oferta nos pontos de vendas, como em supermercados, peixarias e restaurantes.

Armando Prato cria sete espécies diferentes de peixes redondos. A produção é vendida para pesqueiros. São 80 toneladas de peixes juvenis e adultos por ano.

As entregas são feitas em outros Estados e em municípios do interior paulista. Para ele, a oportunidade de vender alevinos para novos criadores de peixes redondos deve melhorar ainda mais o mercado.

Ainda segundo a associação, o País deve produzir este ano 280 mil toneladas de peixes redondos. Duas mil toneladas só no Estado de São Paulo.

Fonte: G1.Globo

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